No dia 13 de outubro, os alunos do Instituto das Artes e da Imagem participaram no OPM Day, uma iniciativa do Grupo Casais que proporcionou uma visita ao estaleiro da obra de ampliação do Campus da Universidade Lusófona do Porto, com projeto de arquitetura de Eduardo Souto de Moura.
A visita permitiu aos alunos contactar com a Arquitetura numa etapa particularmente importante do seu desenvolvimento: o momento em que o desenho começa a ganhar matéria, escala e dimensão construtiva. Entre aquilo que é projetado e aquilo que efetivamente se constrói existe um processo complexo, no qual diferentes profissionais, conhecimentos e especialidades têm de trabalhar de forma articulada.
Ao longo do percurso pelo estaleiro, os alunos puderam observar soluções estruturais, processos de execução, técnicas de implantação e nivelamento, materiais e diferentes aspetos relacionados com a organização e funcionamento de uma obra. O contacto direto com estes processos permitiu relacionar conhecimentos trabalhados em contexto escolar com a sua aplicação concreta no terreno.
Um dos momentos de particular interesse foi dedicado às metodologias BIM — Building Information Modeling. Através do recurso ao Revit e a ferramentas de coordenação digital, foi possível compreender como arquitetura, estruturas e diferentes especialidades podem ser integradas num mesmo processo de trabalho, permitindo antecipar incompatibilidades, coordenar soluções e apoiar a preparação e execução da obra.
A visita permitiu também conhecer o testemunho de uma jovem arquiteta do Grupo Casais, que partilhou o seu percurso académico e profissional. A sua experiência mostrou aos alunos que a formação em Arquitetura pode conduzir a diferentes áreas de atuação, para além da conceção de projetos, incluindo domínios como a produção, preparação técnica, orçamentação e direção de obra.
Mais do que observar técnicas ou soluções construtivas isoladas, a experiência permitiu compreender o edifício enquanto resultado de um processo coletivo e multidisciplinar, no qual arquitetos, engenheiros, técnicos e trabalhadores colaboram para transformar desenhos, modelos e decisões de projeto em realidade construída.
Para alunos que aprendem diariamente a representar e pensar o espaço através do desenho, entrar num estaleiro significa também confrontar o projeto com a sua materialização: perceber dimensões, relações, dificuldades, soluções e decisões que nem sempre são evidentes no papel ou no ecrã.
Porque a Arquitetura não se aprende apenas a desenhar: aprende-se também a observar, questionar e compreender como se constrói.
O Instituto das Artes e da Imagem agradece ao Grupo Casais e aos profissionais que acompanharam a visita pela disponibilidade, acolhimento e partilha de conhecimentos e experiências.